O sling já é muito utilizado por todos os tipos de pais, a cada ano o sucesso do produto chega a mais famílias que aderiram ao conforto e segurança de um sling. Porém, atualmente ainda existem dúvidas sobre os cuidados e benefícios que o produto oferece, pensando nisso, a Maria Barriga conversou com a terapeuta corporal Glaucia Figueiredo que fala tudo sobre a arte do sling.
Maria Barriga: Quais cuidados devem ser tomados para evitar acidentes ao utilizar o sling?
Glaucia Figueiredo: Primeiramente ter certeza que o material é seguro, tenho visto ultimamente vários slings “piratas” pelas ruas, com argolas de madeira, de plástico, ou até com as amarrações mal feitas. As argolas são importantes, pois é o que sustenta a estrutura do sling, elas devem ser de materiais que não ofereçam riscos, que não quebrem, não soltem lascas e nem tenham nervuras que possam arranhar a criança ou desgastar o tecido. O ideal são os de aço que não contém emendas, como os usados para celas de montaria. É importante estar atenta a qualidade do tecido. Sempre respirável, e que tenha tingimento adequado, preferir os de algodão. Após escolher o produto adequado, sempre assegurar que o tecido está firme e bem colocado na argola, que não esteja nem frouxo nem apertado de mais e que seu filho esteja na posição adequada para sua idade. Além disso, é sempre importante ressaltar que: Não se pode forçar a criança a ficar, são etapas que tem de ser respeitadas se seu filho está desconfortável, fique tranqüila e continue tentando, você vai achar uma posição em que ele se sinta bem. NUNCA fique com seu filho próximo a locais inflamáveis com o sling, checar sempre a posição da cabeça e, manter a criança em uma posição que facilite a respiração (jamais de bruços).
Maria Barriga: Quais os benefícios deste produto?
Glaucia Figueiredo: O sling quando bem utilizado proporciona uma conexão entre a criança e quem o leva, o contato físico traz segurança emocional e ainda existem estudos que comprovam que crianças que ficaram no colo e tem livre demanda de leite materno do período de 0 a 2 anos tem mais independência da mãe na idade de 4 a 6 anos, dormem melhor, tem menos cólicas, e se desenvolvem bem socialmente, são mais confiantes.Crianças prematuras que tem esse contato durante o período de internação neo natal, tem melhora nos ritmos cardíacos e respiratórios. Além disso, pesquisas comprovam também que pais e mães que utilizam slings se tornam mais responsáveis e amorosos com seus filhos em todos os momentos de vida.
Maria Barriga: Existem diferenças de uso conforme a idade da criança? Quais são essas diferenças?
Glaucia Figueiredo: Sim existem, as posições e os tipos, não é a idade que mais conta, mas o desenvolvimento e o peso, portanto se com 2 meses a criança não está com o pescoço firme não pode ficar na postura sentada no sling. Os slings do tipo canguru que já vem prontos sem amarrações e com fivelas de ajustes onde a criança só pode ficar sentada são complicados, pois dependendo do tipo físico da criança pode machucar as pernas e ainda gerar o mesmo problema que os andadores, onde a criança pode demorar mais a andar pois a posição das pernas restringem os movimentos, deixando-as sempre bem separadas.
Maria Barriga: Qual a dica para os pais que comprarem o produto?
Glaucia Figueiredo: Estarem sempre atentos ao comportamento de seus filhos, respeitando as etapas com paciência e amor. Se informar e pesquisar sobre o produto e sua procedência.
Estar atentos as formas de utilização e cursos oferecidos para aprimorar o uso e aumentar sua segurança com pessoas qualificadas.
Com esses quesitos preenchidos, só resta aproveitar os benefícios maravilhosos de um estilo de vida mais amoroso, mais presente, que estreita os vínculos da família e forma crianças mais seguras e independentes.